quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A boca de urna e a educação do povo...

A eleição ainda não acabou mas podemos perceber que muitas ferramentas são utilizadas pelos políticos à moda antiga para iludir a população. Em contrapartida, a legislação eleitoral utiliza sua força normativa para proteger a população carente. A maioria da população deste país é carente. Mas pense bem, por que vocês acham que é proibida a boca de urna neste país?

Se alguém acredita mesmo que é para preservar eu ou você que estamos lendo estas palavras, este alguém está errado. Provavelmente, se eu ou você, recebêssemos um santinho de candidato no dia da eleição amassaríamos, jogaríamos no lixo, e de forma alguma votaríamos num cidadão que não respeita uma norma tão simples quanto a que proíbe boca de urna.

Porém, nos cantos mais esquecidos deste país, em lugares onde a população não vê nenhum aparelho estatal num raio de quilômetros pode-se perceber a disputa eleitoral ser decidida por um santinho no chão. Os locais de votação amanhecem no dia da eleição cobertos por santinhos, pois os candidatos sabem que fizeram um esforço enorme para manter a população excluída, e, agora, basta encher a cabeça dela com seus jingles, entupir a paisagem com suas placas e sujar o chão com santinhos para ter sucesso nas urnas.

A maioria dos votos estão ali. Nestes cantos. São estas pessoas que elegeram a Assembléia, a Câmara, o Senado e etc. Se alguém acredita que elas não sabem votar, este alguém se engana. Da mesma forma que elas pegaram o santinho no chão, você se divertiu votando num desconhecido com cara de certinho. Muitas pessoas preferiram votar no Tiririca a dar seu voto a algum político da antiga. Caso ele cumpra sua promessa, ao menos saberemos o que se faz na Câmara do Deputados.

Daqui para frente, a sociedade, eu e você, precisaremos lutar pela educação no país. Precisaremos entender que não basta apenas votar. Quanto menos educação, mais fácil conquistar um voto com manobras. Quem quiser com sinceridade ver programas de governo discutidos no sentido do bem estar da população e não com fim eleitoreiro precisa lutar pela educação. Não há outro caminho.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O ProJovem e o descaso com a educação.

Bom... Eleições vêm e vão, mas nesta estou especialmente revoltado com os políticos velhos e novos falando de educação. Educação para cá, educação para lá! A verdade é a seguinte: na eleição passada os mesmos falaram a mesma coisa e a realidade é que os professores são maltratados, ano após ano. Atualmente, os professores da cidade do Rio de Janeiro que servem ao ProJovem estão sem receber a um mês. Em determinados órgãos do Estado estagiários ganham quase o mesmo que os professores. E para o vento, ouvimos sobre construção de escolas, criação de escolas, mas ninguém é sincero. É um descaso geral com a educação. Isso só beneficia o mal político, aquele que compra votos. Quanto menos conhecimento a população tiver mais fácil é conquistar seu voto. Basta uma "boa" política imediatista, para conseguir uma vitória na eleição. Isso está errado. Os professores são a base para educação. Primeiro os professores. E ponto. Depois começamos a conversar sobre os rumos da educação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os suplentes dos candidatos ao Senado (RJ).

Diante de tantas informações que temos para avaliar nossos candidatos resolvi alimentá-los com mais uma. Acredito que seja útil tomar ciência de quem são os suplentes dos candidatos a senador. Talvez, quem sabe, seja o último critério de desempate para os indecisos ou um alerta para os que conhecem estes suplentes e talvez não os queiram tão perto do poder, ou o contrário. Lembrem-se que o mandato do senador é de oito anos e que nesse período é normal que um senador se licencie para assumir outro cargo. Então, por ordem alfabética, seguem os candidatos a senador e seus dois suplentes:



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As Eleições e as pesquisas...

Toda eleição é a mesma história. Uma variedade de pesquisas eleitorais é despejada nas telas para influenciar no resultado das eleições. Seria ingenuidade nossa acreditar que exista imparcialidade. Nenhuma interpretação é imparcial. Vamos partir deste ponto então: não existe imparcialidade na realização de pesquisas de opinião. A forma como a pergunta é feita ao entrevistado extrai a resposta que mais interessa. A última edição da revista Carta Capital reflete bem este fato. A revista, declaradamente posicionada próxima ao governo, desqualifica a pesquisa da Datafolha, reconhecidamente afastada do governo. Ambas procuram entender a realidade sobre a ótica que lhe convém. É preciso, então, que o eleitor se fixe em escolher o candidato que atenderá melhor aos seus anseios. Não perca o foco. Saber quem está na frente ou não nas pesquisas, não dirá nada para quem precisa de um hospital melhor gerido, para quem se preocupa com o meio ambiente ou para aquele que vê na educação a chance de um Brasil realmente como o reflexo de seu povo, pois atualmente, este povo não está preparado para enfrentar as dificuldades que existem ou mal sabe que existem.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As máfias dos taxistas!

Um taxista foi espancado na madrugada de quarta-feira no Aeroporto Tom Jobim por tentar pegar passageiro no "território" de uma cooperativa mafiosa. A opinião que melhor retrata a situação daqueles taxistas que dominam rodoviárias e aeroportos na cidade do Rio de Janeiro eu ouvi no RJTV de hoje de um ex-capitão do BOPE: "incompetência". incompetência da Secretaria Municipal de Transportes, que não tem controle das pessoas que estão ao volantes dos táxis. Da delegada que responde pela região, que deu uma entrevista se mostrando por dentro do que ocorre no aeroporto, ciente inclusive de outras agressões, mas parecia estar falando de uma brincadeira de criança. Na medida em que ela percebe que existe uma máfia, é preciso combater essa máfia, e não tratar como se fossem agressões isoladas, como aparentemente parece fazer nestes casos. Parece claro que os agressores são bandidos, não deveriam estar autorizados a dirigir um táxi. A primeira providência digna seria cassar a autorização destes taxistas. Outra coisa que sempre me perguntei: como será que é feita a escolha, pela prefeitura, das cooperativas que irão atuar nos principais pontos da cidade?!?!? Essa resposta foi dada também por um repórter no RJTV. Ele informou que, de acordo com as autoridades, não há reserva de mercado para nenhuma cooperativa atuar no aeroporto. Ah! Então é na porrada!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

"É só Futebol" ???


Brasil eliminado da Copa. O país parado para assisti-la: as repartições públicas param, as empresas param. Não se trabalha, não se produz, durante noventa minutos. Criam-se expectativas de sentimento de felicidade. Pessoas morrem de ataque cardíaco, quando não se suicidam. As emissoras de TV encampam a onda de expectativas: chamam todos para a torcida.


E o Galvão “Bird” Bueno diz em cadeia nacional, após essa inexplicável derrota: “ É só futebol!”

Agora, até eu vou aderir à campanha: “Cala a boca Galvão!!”

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Mega Eventos na Praia de Botafogo ou em outras praias: equívoco?

Hoje, um evento na praia de Botafogo parou a cidade do Rio de Janeiro. Estragou o dia de muita gente, inclusive o meu.  Sempre que ocorrem estes eventos na praia eu me pergunto sobre a necessidade de serem ali realizados. Qual a finalidade, me pergunto, de um evento como estes ser realizado na praia? Penso sempre que se trata de um evento propaganda, sem preocupação alguma com a areia.

Não sei quanto tempo faz, houve um show da Claudia Leite em Copacabana. Lógico que não fui ao show. Copacabana virou um inferno. Dei uma volta pelo bairro e o caos estava instalado. Os carros parados no trânsito. Muita gente bêbada. Numa determinada ruazinha começou uma discussão entre um morador na janela e um motorista que enlouquecidamente buzinava. Este mesmo motorista pegou uma pedra e tentou acertar a janela... Não sei como terminou isso, pois não fiquei para assistir. A Claudia Leite com certeza estava bem confortavel onde quer que estivesse, o Prefeito virtual da época também. Quem foi ao show talvez estivesse feliz, mas o resto do Bairro com certeza não. Houve quem dissesse que se tratava de acesso a cultura, incentivo e etc. Pois eu discordo que se precise de um show na praia para conhecer a música desta cantora que está constantemente na TV. Só quem ganhou foi ela.

O show de hoje foi de uma igreja evangélica. Não se pode dizer que para todas estas pessoas invocarem suas crenças seja necessário fazer um show na praia. Por várias vezes ouvi dizer que Igrejas alugam estádios de futebol para fazer este tipo de encontro. Não se pode dizer que seja um sacrifício para suas finanças alugar um espaço apropriado para o culto. A praia não é este lugar, unicamente pela imensidão de pessoas que comparecem e sujam as praias. Muito menos a praia de Botafogo. Botafogo tem sérios problemas com o trânsito. Todos sabem disso, inclusive a Prefeitura.

Por outro lado, é preciso lembrar que a praia é patrimônio público. Deve ser preservada e não agredida. Esses megaeventos são sempre uma agressão ao fim que uma praia se destina. Pelo menos ao fim que eu acho que a praia se destina. Um praia é lugar de reflexão, de contemplação da natureza. Principalmente as praias urbanas, são para mim como um oásis, servindo de respiro do caos em que se tornou as vidas urbanas. Quando o caos se instala na própria areia, um alerta se acende nos meus pensamentos informando alguma inversão. Algum equívoco.

sábado, 10 de abril de 2010

Os problemas expostos na tragédia...

A tragédia que ocorre no Estado do Rio de Janeiro é simbólica por expor várias mazelas simultaneamente e de certa forma realçar o perfil do político brasileiro.

Da forma como ocorreram as coisas não parece haver o tratamento adequado do nosso lixo. A partir da tragédia da comunidade que se ergueu sobre um lixão aterrado, os noticiários já se apressam em "descobrir" outras comunidades sobre lixões. Desses fatos pode-se com convicção concluir que para nossos políticos o que não está visível passa a ser menos importante.

Sobre a atuação da prefeitura de Niterói, por exemplo, não se pode dizer que houve omissão. A prefeitura estava presente, inclusive com diversos programas sociais como informou o prefeito. O que ocorreu foi a decisão errada, foi a inversão das prioridades, a necessidade de propor medidas populares ao invés de decisões políticas de análise crítica da situação. Atuação para as urnas ao invés de cuidar da cidade, da coisa pública. É esse o perfil de nossos políticos.

Outra mazela exposta pela tragédia é a questão da moradia. As cidades que crescem precisam destas pessoas que se instalam nas favelas. É dever de quem governa uma cidade planejar o seu crescimento.

Os anos passam e é angustiante pensar que as decisões são tomadas de tragédia em tragédia. Isso indica que os políticos estão ignorando o que importa para reformar a fachada, dar uma bela mão de tinta e ir empurrando os problemas para o próximo mandato. Taí outra característica.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Armando Nogueira eterno...

Gostaria de homenagear neste humilde espaço o grande jornalista e brasileiro Armando Nogueira. O título desta postagem é a constatação de que o testemunho poético de Armando Nogueira das Copas do Mundo, desde 1950 (ou de muito antes), será, para sempre, de extrema importância para os profisionais do jornalismo e para todos aqueles que procurem relato da época. A alta credibilidade deste brasileiro colocam suas palavras como verdade. Ao menos para mim. Armando Nogueira, é aquele típico brasileiro que exerceu seu talento com emoção.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ORLA SUBUTILIZADA (por Julia Düppré)


Mais um ano termina e, como tem sido pelo menos nos últimos 10 anos, o Rio acorda de ressaca. Esse estado de ânimo perdura pela orla de Copacabana por até 1 SEMANA depois da chuva de fogos. Como se vê na foto tirada em 6/1, caminhões ocupam o lugar que poderia ser de leves cangas, ou carrinhos de milho ou pipoca. O que difere nesta ocupação daquela feita por dez camelôs? O que ainda suportará o tombado calçadão de Copa? Por que o desmonte do palco não poderia ocorrer na madrugada, com o caminhão estacionado em seu devido lugar?