terça-feira, 4 de março de 2008

O que os olhos não vêem!

Domingo, após alguma leitura e um cochilo durante à tarde resolvo distrair (ou não) a mente. Ligo a TV. Eis que me surge o Senhor Fausto Silva, vulgo, Faustão, com suas piadas sem graça, na incansável tentativa de conseguir audiência, “explorando” um menino de apenas seis anos de idade, que toca teclado e canta de forma engraçada. Como se não bastasse, colocaram ao lado do menino o Deputado Cantor “Federal” Frank Aguiar para um dueto. Desisti, claro. Mudei de canal: TV Justiça. Para minha surpresa passava uma notícia sobre um julgamento no Superior Tribunal de Justiça onde se discutia a diferença entre Farmácia e Drogaria. Até tu Brutus, filho meu!!!
Voltei para a Plim-Plim (eu sou brasileiro e não desisto nunca), queria ver uma matéria onde um Leão abraçava uma empresária (não, não era o imposto de renda, era um bicho de verdade). Mas antes tive que aturar a “câmera fantástica”. Sim, eu disse a “câmera fantástica”. Fui obrigado a ver, segundo nos lembra o insistente Cid Moreira, “o que os olhos não vêem”: o cozimento de uns legumes ampliados pela tal câmera para pegar os detalhes (não sei de quê). Fiquei impressionado com o tempo que se dedicou a essa “matéria”. Sem contar as inúmeras outras inúteis ao longo do programa.
Não sou fã de teorias conspiradoras, mas tive a ligeira impressão que estavam querendo emburrecer o telespectador. Parem e reflitam sobre os legumes borbulhando dentro de uma chaleira, cuja imagem foi ampliada pela “câmera fantástica”. A Televisão, veículo de massa que é, podendo levar informação que ajude na reflexão social, faz o telespectador pensar sobre legumes borbulhando em uma chaleira.
Realmente, é melhor voltar para os livros porque com a televisão do jeito que está “os olhos não vêem” nada.