sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Barulhos do cotidiano.

Silêncio, onde encontrá-lo? Na busca de um lugar tranqüilo para ouvir meus pensamentos me vi envolvido pela turbulência urbana de tal forma que comecei a refletir sobre as espécies de barulhos existentes no cotidiano. Agora mesmo, a aparência de silêncio é destruída pelo som de uma música do vizinho, pelo barulho, mínimo, feito pelo computador.

Uma distinção, então, me ocorreu. Não existe relação entre o volume do som e a perturbação que ele provoca na sua concentração, ao menos nas experiências que eu vivo. Tudo irá depender se aquele barulho está fora do contexto ou compõe o ambiente.

Percebe-se isso quando estamos procurando um lugar adequado para o estudo, por exemplo. Para uma pessoa que tenta se concentrar numa biblioteca, um sussurro é imperdoável. E o nível da reprovação daquela conduta – sussurrar na biblioteca – é tão forte que mesmo sendo um som baixo, a perturbação causada é insuportável.

Por outro lado, um bebê sorrindo ou chorando no ônibus que, isoladamente, é um som muito mais alto que um sussurro, não irá provocar (ou não deveria) repúdio dos ouvintes. Isso porque aquele som, apesar de estridente, compõe o ambiente, ainda mais se for verão, aquele calor insuportável (quando não estamos na praia). Acho que qualquer de nós choraria se pudesse.

Por essa razão, ao tentar se concentrar num ônibus para fazer uma leitura, não será aquele som que irá nos atrapalhar, pois não será um barulho fora do contexto, reprovável. Diferente daquela pessoa que deixa o celular tocando diversas vezes uma música pornográfica ou daquela que atende do seu lado e começa a comentar em voz alta sua vida íntima e suas desventuras familiares, ou seja, poderá ser um som mais baixo que a gritaria do bebê, mas com certeza será muito mais irritante e constrangedor até.

Então é isso, nas minhas andanças observei que existem barulhos e barulhos e que não é necessariamente o volume que determina o nível de pertubação, portanto não fiquem bravos com um bebê chorando, a não ser que ele esteja chorando dentro da biblioteca.

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